Tom Veras, professor especializado em blues guitarra, violão e teoria blues para todos instrumentos e voz. Aulas com contexto histórico e social do blues
Informações: (11) 98989-3692
Aprender o blues, considerando o gênero como linguagem musical, prática artística e tradição histórica. As aulas e cursos atendem pessoas em diferentes níveis de conhecimento — desde quem se aproxima do blues para compreender as origens do rock and roll até quem busca aprofundar improvisação, fluência e expressão musical.
O blues é tratado como um sistema musical próprio, com formas, recursos expressivos e uma lógica específica de construção sonora. O objetivo é desenvolver compreensão musical, escuta, vocabulário e consciência histórica, e não apenas a reprodução de repertório.
Como funcionam as aulas e os cursos
As aulas combinam estudo individual com acompanhamento ao vivo. O aluno tem acesso a uma plataforma online com aulas em vídeo, exercícios de fixação e materiais de apoio, que são atualizados continuamente com novos conteúdos.
O acompanhamento pode ser online ou presencial. Nas aulas ao vivo, observo o desenvolvimento do aluno, faço correções técnicas, proponho ajustes de estudo e organizo o percurso de aprendizagem de acordo com seus objetivos e disponibilidade de tempo.
História, prática e teoria do blues
Os cursos integram história do blues, trajetórias de artistas e demonstrações práticas de suas técnicas. A teoria musical aparece sempre aplicada às especificidades do blues — forma, linguagem, fraseado, ritmo e recursos expressivos.
Tanto nas aulas presenciais quanto nas online, o aluno utiliza a plataforma como suporte contínuo, com exercícios, explicações complementares e aulas estendidas, favorecendo a assimilação gradual do conteúdo técnico, histórico e teórico.
Método e acompanhamento
O método é estruturado para uma evolução contínua, em etapas pequenas e progressivas, respeitando o ritmo e o tempo de estudo de cada aluno. A proposta é tornar o aprendizado consistente e aprofundado, sem pressa e sem atalhos artificiais.
O conhecimento trabalhado é amplo, mas o ensino é individualizado. Cada aluno percorre seu próprio caminho, com acompanhamento próximo, objetivos claros e ajustes constantes ao longo do processo.
materiais dedicados exclusivamente ao Blues e seus derivados. Para pessoas em diferentes n´veis de conhecimento, inclusive para aqueles, que assim como eu chagam ao blues para compreender as origens do rock and roll e aprender ou melhorar improvisação, fluência, soar com sentimento
aulas funcionam assim: acesso a plataforma com diversas aulas online em formato de vídeo com exercícios para fixação e opcional acompanhamento online ou presencial de seu desempenho. PLataforma constantemente atualizada com novos conteúdos
O curso mistura a história do blues e seus artistas demonstrando na pratica suas técnicas, tudo embasado com a teoria musical aplicada às especifidades do blues
O Blues não é apenas um gênero musical. É uma forma de organizar sentimentos, tempo e memória a partir da voz. Antes de qualquer estrutura harmônica, antes da canção como produto, existe o canto, o gesto sonoro, o murmúrio, a repetição insistente de um estado emocional que não se resolve. É a partir desse território — entre fala, música e experiência humana — que o Blues se constitui. Ao longo deste texto, o Blues é observado desde suas origens vocais e corporais, passando pela letra, pela relação entre canto e instrumento, pelas microafinações, pelas blue notes e pela forma cíclica que suspende o tempo. A história atravessa o trabalho, a segregação racial, o acesso a instrumentos como violão e gaita, a chegada da gravação, o impacto da tecnologia e o confronto com a indústria cultural, sem perder de vista aquilo que permanece: a centralidade da voz e do sentimento. Mais do que uma análise musical, o que se desenha aqui é uma leitura cultural do Blues como linguagem viva — uma música que não avança para um desfecho, não fecha narrativas e não promete superação. O Blues insiste. E é nessa insistência, entre canto, repetição e tensão, que ele revela sua força expressiva e sua diferença radical em relação a outras formas de canção.
No Blues, a letra da música não serve (necessariamente) para conduzir uma história com começo, meio e fim, mas para permanecer dentro de um sentimento. Diferente da música popular baseada em narrativas lineares e refrões conclusivos, o Blues se organiza em ciclos que repetem e aprofundam estados emocionais, nascidos do improviso, do canto solitário, do lamento cotidiano e da resposta coletiva. Essa origem se reflete na ausência de resolução, no diálogo constante entre voz e instrumento, no uso do turnaround e na tensão harmônica permanente: o tempo não avança, não se resolve, não descansa — ele se dobra sobre si mesmo, e é nessa permanência que o Blues constrói sua força e sua singularidade.
O termo turnaround é um dos conceitos fundamentais da linguagem do Blues e, ao mesmo tempo, um daqueles nomes que muitos músicos usam sem nunca ter parado para pensar em sua origem. Entender de onde essa palavra vem — e por que ela foi adotada pela música — ajuda a compreender não apenas uma sequência de acordes, mas a própria lógica de funcionamento do Blues. Neste artigo, exploramos o significado literal do termo em inglês, seus usos fora do contexto musical e a forma como ele passou a designar, no Blues, o momento harmônico que faz a música “dar a volta” e recomeçar. Mais do que um detalhe técnico, o turnaround revela como língua, cultura e música se encontram na construção dessa tradição.
O Blues, enquanto gênero musical, é caracterizado por um conjunto de padrões e regras formais que lhe conferem identidade. Abordaremos aqui o modelo mais comum e tradicionalmente estabelecido: o Blues de 12 compassos. Essa estrutura se consolidou no início do século XX, coincidindo com o momento em que os cantores de Blues passaram a ter acesso ao violão. É fundamental notar que, durante o período da escravidão nos Estados Unidos, os africanos escravizados foram proibidos de portar e tocar qualquer instrumento musical de sua cultura original. Dessa forma, o canto, muitas vezes realizado durante o trabalho, era a única expressão musical permitida.
Segundo a Gestalt e outras linhas de compreensão do pensamento humano, o ser humano tem a necessidade de encontrar padrões. Isso faz parte da nossa psicologia evolutiva. Perguntas em aberto, situações incompletas e informações pela metade nos causam insegurança. Como um mecanismo de proteção, o cérebro tenta preencher aquilo que falta. É o que aparece em situações cotidianas, como o meme de que “fofoca contada pela metade quase mata o fofoqueiro do coração”, ou quando sabemos apenas um pedaço de uma história e acabamos fantasiando o resto.
O mapa mostra o caminho percorrido por milhões de afro-americanos entre 1916 e 1970 durante a Grande Migração, deixando o Sul rural dos EUA — marcado por racismo e pobreza — rumo às cidades do Norte industrializado. Essa jornada levou o blues consigo e transformou profundamente sua sonoridade, resultando em estilos urbanos como o Chicago Blues.
A interpretação da blue note é um tema controverso e passível de múltiplas interpretações dentro da teoria e da prática musical. Tanto a visão que a entende como quinta diminuta (b5) quanto aquela que a considera quarta aumentada (#4) são corretas, dependendo do ponto de vista adotado.