As aulas são individuais e totalmente personalizadas. Elas partem das demandas que cada aluno traz: o que ele já sabe, o que deseja aprender e quais são seus objetivos com a música. Preferencialmente, os encontros acontecem de forma presencial, mas também podem ser realizados no formato híbrido ou online, dependendo da região onde o aluno estiver.
Eu penso o ensino musical como um grande quebra-cabeça — na verdade, um quebra-cabeça infinito, que só termina quando a gente decide parar de montá-lo. Os tópicos listados abaixo são alguns dos caminhos mais comuns que aparecem nas aulas de guitarra blues. Eles surgem tanto dos meus próprios estudos quanto das perguntas e descobertas que aparecem na convivência com os alunos.
Cada um desses temas pode ser visto como um quebra-cabeça em si. Ao estudar um deles, inevitavelmente ele se conecta com outros. Assim, as peças começam a se encaixar e a formar uma paisagem cada vez mais ampla e mais detalhada. Um assunto leva a outro, e aos poucos vai se revelando um entendimento mais completo da música.
Por isso, as aulas não seguem necessariamente um modelo linear. Não existe um único ponto de partida obrigatório. Podemos começar por qualquer tema e, a partir dele, avançar para outros. Cada aula funciona como um encontro em si mesmo, trazendo algumas peças específicas desse quebra-cabeça maior.
Como em qualquer quebra-cabeça, a ordem de montagem não é o mais importante. O essencial é que as peças encontrem seus encaixes. Quanto mais peças se juntam, mais clara fica a imagem. No estudo da música acontece algo semelhante: o conhecimento vai se organizando aos poucos, e cada descoberta ajuda a iluminar as outras.
O limite desse processo é dado pelo próprio aluno — até onde ele deseja ir, até onde consegue ir naquele momento. O que eu procuro estimular é a mesma atitude que procuro manter na minha própria vida de músico: continuar montando o quebra-cabeça. Ele nunca fica totalmente pronto, mas está sempre funcionando, sempre em construção. É um trabalho que acompanha a vida inteira.
1. Qual a melhor forma de pensar nisso? Tem escalas ou em shapes nas escalas?
2. Qual a melhor forma de pensar nisso? Quando devemos pensar em shapes e o que é pitch zones (zonas de afinação).
3. Os 12 compassos do blues e suas variações.
4. Por que são 12 compassos? Da onde vem isso?
5. Da onde surgem as notas do blues?
6. Qual o papel da terça no blues? Como ela deve ser compreendida?
7. As diferenças da música do blues com a música ocidental/europeia.
8. Licks e frases.
9. Grooves e levadas.
10. Histórias de artistas, épocas e músicas.
11. Procurar embasar tudo o que falamos com o contexto histórico e social, entendendo de onde vem, por que se estabelece assim e o que deixa para frente.
12. O caminho inverso: a transição do pensamento da guitarra rock para a guitarra blues, semelhanças e diferenças.
13. Quais tipos de rock têm relação com o blues e quais não têm, e como pensar essa relação.
14. O diálogo entre a voz e a guitarra.
15. O pulso rítmico africano do blues.
16. O ritmo shuffle.
17. O padrão tesselado de pensar e sentir o ritmo do blues.
18. Diferenças e semelhanças do violão blues e da guitarra blues. Da onde vem isso?
19. Qual o papel da guitarra numa banda de blues?
20. Os tipos de blues e de onde eles vêm: Chicago blues, Texas blues, Jump blues, Delta blues.
21. O que podemos considerar como blues moderno? Estilo Stevie Ray Vaughan, o blues revival e a ponte do rock para o blues.
22. Eric Clapton e a ponte do blues para o rock.
23. Artistas de referência estudados: B.B. King, Albert King, Freddie King, Buddy Guy, Stevie Ray Vaughan, Eric Clapton, Willie Dixon, Muddy Waters, Elmore James.
24. Percepção musical aplicada ao blues: como ouvir blues, como interpretar uma gravação, como aprender a partir de uma gravação, o que procurar nela e como se localizar para treinar ouvido e percepção.
25. Muddy Waters e o papel dos riffs no blues.
26. O blues modal, aqueles com um acorde só.
27. O blues sem métrica, de John Lee Hooker.
28. Bends, slides e vibratos.
29. O conceito de “worrying notes” de Muddy Waters — incomodar ou tensionar as notas.
30. Cordas soltas.
31. Regiões do braço da guitarra como forma de pensamento, ao invés de desenhos ou shapes de escala.
32. A harmonia do blues.
33. É possível pensar o blues da mesma forma que o ensino tradicional de guitarra é estruturado?
Diferenças e semelhanças entre o ensino tradicional e o pensamento da guitarra blues; por que muitos alunos sabem escalas e técnica, mas ainda não soam blues.
34. Frases nas pontes harmônicas e o ritmo no blues.
35. Diferença entre pensamento vertical (notas empilhadas) e pensamento horizontal (notas distribuídas ao longo da melodia, gerando harmonia).
36. Turnarounds — função, clichês, alternativas e quando fazer e quando não fazer.
37. Conceito de improvisação.
38. Diferença entre músicas arranjadas e música de improviso, que é a alma do blues.
39. Importância das letras, versos, métricas e canto para compreender a guitarra e a estrutura do blues.
40. Mitos e lendas do blues — de onde surgem e por que surgem.
41. O papel da história, das leis e do contexto social dos Estados Unidos no desenvolvimento do blues.
42. A África e o blues.
43. Timbre — a guitarra como assinatura da voz do músico.
Nesta seção, compartilho mais de 30 anos de estudo e ensino dedicados ao blues, abordando-o como uma linguagem com estrutura, prioridades e forma própria de organização. O foco está na direção do aprendizado: como organizar o pensamento musical, estruturar o estudo, construir repertório com consciência e desenvolver identidade dentro da prática. Técnica e teoria aparecem como partes do processo — a técnica como consequência da formação e a teoria como ferramenta para compreender e organizar o que está sendo tocado.
Entenda as diferenças entre violão blues e guitarra blues a partir da função musical de cada instrumento no delta e no blues elétrico de Chicago.
Estudar blues com lógica de jazz pode gerar confusão. As estruturas partem de organizações diferentes.
Quando o entendimento do que fazemos não está dissociado do que fazemos essa pergunta perde o sentido
O blues não nasceu na escola. Nasceu da convivência, da repetição e da experiência direta.
Se você já toca guitarra, mas sente que ainda não soa blues, entender a diferença entre teoria, técnica e prática pode mudar completamente sua abordagem. Nesta aula de guitarra blues, explico por que o problema não é falta de estudo, mas de direção: como organizar o aprendizado, por onde começar e como desenvolver a linguagem do blues de forma estruturada e consciente.
Este é um registro da versão presencial do nosso curso online História e Estórias do Blues. No presencial, eu apresento o conteúdo em formato de minicurso, em encontros especiais e itinerantes por espaços culturais de São Paulo, sempre misturando história, música ao vivo e conversa aberta com o público. Como o verasmusica.com.br é o site “mãe” das nossas atividades, aqui você encontra o contexto geral — e, se quiser entender detalhes, ver a proposta completa e acompanhar próximas datas, basta abrir a página do minicurso.
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